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Vamos ser amigos do ambiente? Comecemos pela sala de aula

Junho é um mês marcado por várias efemérides importantes, duas delas de extremo relevo para chamar a atenção para a preservação do mundo que nos rodeia: o Dia Mundial do Ambiente, que se assinala a 5 de junho, e o Dia Mundial dos Oceanos, celebrado no dia 8. As datas são bons motes para trabalhar o tema da sustentabilidade ambiental em sala de aula.

A poluição dos oceanos, provocada pelos plásticos, é uma questão muito grave. Constitui uma forte ameaça não só para o Planeta como também para a vida marinha, afetando, em última análise, a saúde pública.

Para enquadrar os alunos nas questões ambientais, comece por revelar números, que apesar de serem conhecidos, nem sempre causam o impacto de levar a agir. Um dos maiores problemas nesta matéria é a resiliência com que aceitamos o que não está bem. As crianças levam muito a sério este tipo de dados:

  • Mais de 80% do lixo que vai parar ao mar é composto por materiais plásticos.
  • O plástico leva mais de 400 anos a decompor-se.
  • Em 2050, haverá mais plástico no mar do que peixe.
  • Uma peça da Lego pode demorar até 1300 anos a degradar-se.
  • Desde o surgimento da covid-19, milhares de luvas e máscaras de proteção deram à costa por todo o mundo, invadindo os oceanos.
  • Um relatório da Greenpeace afirma que todos os anos são deixadas no mar mais de 640 mil toneladas de material usado na pesca comercial.

Note-se que o ambiente é apenas um dos pilares em que assenta o conceito de sustentabilidade. De forma resumida, para ser sustentável é preciso conciliar o crescimento económico, a inclusão social e a proteção ambiental, de forma a garantir as necessidades atuais, sem prejudicar as gerações futuras e sem esgotar os recursos para o futuro.

Reforçar a importância da reciclagem é fundamental, pelo que pode ser interessante considerar um tempo para construírem em sala um ecoponto feito a partir de caixas de cartão. Além de ser um momento divertido, proporciona-se desenvolver o tema e tirar dúvidas, nunca esquecendo que além de plástico, metal, vidro e papel/cartão, também podem separar por pilhas, óleos alimentares e medicamentos.

Outro momento, mas que já terá outras implicações logísticas, é organizar uma limpeza de praia com a turma a título individual ou associando-se a algumas das várias entidades que levam a cabo este tipo de ações salvíficas para o Planeta. A Brigada do Mar é uma delas.

FAZER UMA PEQUENA HORTA BIOLÓGICA

Outra opção é, independentemente do que escolham plantar, convidar os alunos a pensarem e a meterem mão à obra para fazer a sua pequena horta na escola ou em casa. Os elementos necessários são sempre os mesmos e o ambiente agradece:

  • Sementes: se tiverem oportunidade de comprar é o ideal, mas também podem usar as que se encontram dentro dos vegetais e da fruta, por exemplo no morango e no pepino;
  • Água q.b;
  • Uma porção de terra, de preferência com adubo orgânico;
  • Área bem iluminada de luz natural.

Onde plantar?

Se não for possível fazer no exterior, escolham um canto da sala de aula que tenha luz solar direta e que seja arejado - as plantações precisam de pólen para fertilizarem. Optem por uma zona que não seja húmida e que não receba ventos fortes.

Decidido o local, é preciso pensar se vão optar por plantar em vasos, garrafas ou garrafões de plástico (cortados ao meio), baldes, floreiras, caixas de madeira, embalagens recicladas, frascos de vidro ou outros objetos. As opções são muitas.

Se for possível usufruir de um espaço ao ar livre, plantem as sementes diretamente na terra. Delimitem um cantinho para a horta e façam umas placas identificativas coloridas para saberem o que semearam e onde.

Experiência em sala

Peça aos alunos para trazerem uma batata batata doce ou um caroço de abacate e um copo de vidro cheio de água para a sala. De seguida, espetem alguns palitos na batata e mergulhem-na no recipiente. Os palitos vão permitir que fique à superfície. Em apenas alguns dias, verão folhas verdes a brotar.

TPC AMIGO DO AMBIENTE: GESTOS PARA DIMINUIR O PLÁSTICO EM CASA

A sociedade em que vivemos está cercada de comodidades e a utilização do plástico é o seu maior reflexo, por ser prático, higiénico e servir para guardar, proteger e conservar praticamente tudo.

Contudo, a reciclagem a ficar lotada mais rapidamente é a do plástico. Isto acontece, porque este material está presente na grande maioria dos artigos – alimentos, vestuário, produtos de higiene, entre outros.

Pequenos gestos fazem grande diferença. Por isso, vamos estender os bons comportamentos à família que, a par da escola, sustentam a educação dos mais novos. Controlar o que entra e sai da nossa casa é um ponto de partida. Reciclar é palavra de ordem, mas podemos ir sempre mais além.

Assim, ficam algumas dicas: evitar descartáveis, como palhinhas ou pratos e talheres descartáveis, e usar alternativas renováveis; reciclar os sacos e andar sempre com um na mala para as compras; evitar pastilhas elásticas (sabia que a maioria das pastilhas inclui plástico na sua composição?); comprar a granel; evitar comprar garrafas de água e andar com uma reutilizável; optar por brinquedos de madeira.

Convide os miúdos a fazerem este exercício de reflexão com os pais e a trazerem para a sala uma lista de gestos amigos do ambiente que estão a pensar implementar em casa, escritos numa lista que podem, por exemplo, colocar no frigorífico para que as metas a atingir estejam sempre bem presentes.

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